Marina Grossi media mesa sobre mercado de carbono na Rio Oil and Gas

A presidente do CEBDS, Marina Grossi, participa hoje, dia 2 de dezembro, das 15h20m às 16h20m, da Rio Oil and Gas, nesta edição de 2020 toda on-line. A mesa da Marina participará como mediadora chama-se “Viabilizando a transição: tecnologia, investimento e o mercado de carbono” e vai abordar os seguintes temas: impactos das tecnologias disruptivas sobre a transição energética; adequação do ecossistema de inovação brasileiro frente aos desafios tecnológicos da transição; papel do mercado de capitais para a promoção da transição energética; novos mecanismos de financiamento no contexto da transição (climate bonds; green bonds); desafios para implementação do mercado de carbono no Brasil e no mundo; e comércio internacional e o mercado de carbono.

Os palestrantes serão Bjørn Otto Sverdrup, Senior Vice President Corporate Sustainability  da Equinor; Arja Talakar, Senior Vice President, Industrial Applications Products Business Unit da Siemens; e Heiko Meyer, Senior Vice President Strategy, Sustainability and M&A da Wintershall Dea.

O CEBDS acredita que o país está preparado para adotar a precificação de carbono com integridade climática, proteção a competitividade e governança transparente e participativa e por isso vem liderando o processo de criação de um marco regulatório do mercado de carbono no Brasil. Criou este ano o Hub de Mercado de Carbono , um espaço dedicado ao conteúdo, que traz novidades sobre o tema regularmente.

Trajetória do CEBDS

O CEBDS é reconhecido historicamente pelo seu trabalho de articulação e advocacy em clima e carbono e trabalha desde 2016 com suas empresas mostrando a importância da precificação, tanto interna das empresas como em nível nacional. Esses últimos anos de estudos, consultas e articulação consolidaram os caminhos da precificação de carbono no Brasil. O setor empresarial tem papel fundamental como importante ator dessa mudança, pois pode mobilizar recursos humanos e de investimento, impulsionar a inovação tecnológica e financiar a transição para uma nova economia de baixo carbono. O Conselho tem se adiantado e implantado modelos de precificação interna de carbono para direcionar investimentos mais limpos. Atualmente há mais de 1.600 empresas que já utilizam ou planejam utilizar precificação até 2021 no mundo todo.

Proposta do CEBDS

O CEBDS defende a criação de um mercado doméstico de carbono compulsório em proposta elaborada ao longo de vários eventos e consultas aos seus membros. Em 2017, a organização apresentou uma proposta de mercado de carbono no Ministério da Economia, a pedido do próprio Ministério. A proposta foi contemplada pelo projeto PMR (Partnership for Market Readiness) parceria entre o Governo Brasileiro (Ministério da Economia) e Banco Mundial, foi apresentada em conjunto com o Ministério da Economia no Comitê Técnico da Indústria de Baixo Carbono (CTIBC). Foi elaborada uma Carta Aberta sobre Precificação de Carbono, assinada por lideranças de 30 grandes companhias e instituições, proposta pelo CEBDS, em parceria com Iniciativa Empresarial pelo Clima (IEC) e Carbon Pricing Leadership Coalition (CPLC), iniciativa do Banco Mundial. Neste documento, elas afirmam seu compromisso em estabelecer um preço interno de carbono e caminhar na direção de uma colaboração mais próxima com o setor público, outras companhias e sua cadeia de valor. A escolha por sistemas de comércio de emissões, a identificação dos setores a serem precificados e o contexto da primeira fase estão decididos. Agora há a necessidade de detalhar o marco regulatório desse mercado, no qual serão definidos os parâmetros técnicos desse sistema de comércio a ser criado para a indústria, isto é, “a última milha”.

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