Retrospectiva CEBDS: conheça as principais ações em 2016

Em um ano marcado por muitas dificuldades políticas e econômicas, no Brasil e no mundo, o CEBDS, suas empresas associadas e uma rede de parceiros tiveram um ano intenso, mas com ganhos expressivos para agenda da sustentabilidade e da transição para uma economia de baixo carbono. Confira os destaques da atuação do CEBDS em 2016!

 

Conselho de Líderes

Dando sequência ao exitoso projeto de diálogo entre CEOs e altos executivos de grandes corporações com o poder público e a sociedade, o  Conselho de Líderes do CEBDS apresentou, em maio, as conclusões e propostas concretas de três estudos: Financiamento à Energia Renovável: Entraves, Desafios e Oportunidades; Consumo Eficiente de Energia Elétrica: Uma Agenda para o Brasil. e Estudo de Melhoria e Desenvolvimento de sistemas de Transporte de Cargas por Malha Ferroviária Eletrificada O evento reuniu entidades da sociedade civil no Museu do Meio Ambiente, no Rio de Janeiro.

As propostas formuladas pelo Conselho de Líderes na área de energia foram apresentadas, em agosto, pela presidente do CEBDS, Marina Grossi; pelo presidente e CEO da General Electric Brasil, Gilberto Peralta; pelo CEO da Siemens Brasil, Paulo Stark; e pela superintendente executiva do Santander, Linda Murasawa, ao ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, parlamentares e cerca de 150 pessoas, em Brasília. O evento foi realizado em parceria com a Frente Parlamentar Ambientalista.

No segundo semestre, os estudos também foram apresentados aos presidentes do BNDES, Maria Silvia Bastos Marques, e da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Luiz Augusto Barroso. O CEBDS foi convidado a integrar o hub de eficiência energética junto com a EPE.

CEBDS na COP22

Os preparativos para a COP22, em Maraquexe, incluíram um encontro promovido em outubro pela Iniciativa Empresarial em Clima (IEC), com a participação do diretor do departamento de Mudanças Climáticas do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Adriano Santhiago, além da reunião preparatória promovida pelo Itamaraty, em novembro, em Brasília. Ambos espaços serviram para apresentação das pautas que seriam debatidas em Marrocos.

Às vésperas da conferência, o CEBDS lançou o hotsite COP22, que levou ao ar cerca de 40 conteúdos em vídeo e texto sobre os principais acontecimentos de Marraquexe, sob a ótica do setor empresarial brasileiro e mundial. O Conselho foi protagonista em três eventos realizados no Espaço Brasil, com destaque para o lançamento, durante evento realizado em parceria com o MMA, do estudo Precificação de carbono: o que o setor empresarial precisa saber para se posicionar, elaborado pelo CEBDS em parceria com o CDP e com o apoio do We Mean Business.

Acesse o hotsite COP22 e veja a cobertura completa.

 

Precificação de Carbono

Além do lançamento do estudo na COP22, mencionado acima, outras atividades marcaram esta agenda em 2016. Em setembro, a Iniciativa Empresarial em Clima (IEC) lançou seu posicionamento sobre os mecanismos de precificação do carbono, em São Paulo. O documento defende a definição de uma metodologia de precificação do carbono no Brasil, convida as empresas a se engajarem neste debate e informa o governo e a sociedade sobre sua disposição em contribuir com essa agenda.

Em outubro, o CEBDS, o CDP e o Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas (GVces) promoveram uma  roda de conversa sobre gestão de carbono nas cadeias de fornecedores. Cerca de 40 pessoas estiveram presentes à conversa, realizada no auditório da Schneider Electric, em São Paulo, e mais de 100 espectadores acompanharam online as palestras e a apresentação do case da Braskem, uma das empresas pioneiras no Brasil na gestão de inventário de emissões de gases de efeito estufa (GEE).

O CEBDS, o CDP e o We Mean Business, com apoio técnico da WayCarbon, promoveram, também em outubro, um workshop em São Paulo para abordar a precificação de carbono e sua importância para fomentar a redução das emissões de GEE pelas empresas.

Ao longo do ano, também acompanhamos o trabalho do conselho consultivo do Parternship for Market Readiness (PMR) Brasil, fórum coordenado pelo Ministério da Fazenda no qual o CEBDS tem assento.  O destaque este ano foi o 1º Seminário do Projeto PMR Brasil: Explorando instrumentos de precificação de carbono para o Brasil, que aconteceu em dezembro, em Brasília (DF).

 

Títulos verdes

Em junho, o CEBDS, a Agência Alemã para a Cooperação Internacional (GIZ) e o Banco Skandinaviska Enskilda (SEB), com o apoio da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), organizaram o simpósio Mercado de Capital Sustentável no Brasil – Preparando o caminho para os green bonds. Como desdobramento dessa agenda, Febraban e CEBDS lançaram, em outubro, o Guia para Emissão de Títulos Verdes no Brasil 2016, com o objetivo de orientar os participantes e interessados no mercado de renda fixa brasileiro em relação ao processo de emissão desses papéis.

Em dezembro, a estruturação do mercado de Títulos Verdes no Brasil foi o tema central de dois workshops promovidos pelo CEBDS em parceria com a GIZ e o SEB. O evento, realizado em São Paulo, contou com cerca de 90 representantes de empresas, mercado financeiro, setor público e universidades.

 

Valoração do capital natural

Em maio, a Natural Capital Declaration — uma iniciativa global liderada por instituições financeiras e estruturada pelo Programa de Meio Ambiente da ONU, pelo Global Canopy Programme e pelo Emerging Markets Dialogue on Green Finance – lançou um projeto piloto para desenvolver uma estrutura de análise para que testes de estresse incluam cenários de resiliência econômica para indústrias de peso global quando da ocorrência de secas extremas. O projeto desenvolverá cenários para cinco países – Brasil, México, China, EUA e Índia – e conta com o apoio do CEBDS.

Em julho foi lançado o Protocolo de Capital Natural, elaborado pela Natural Capital Coalition e do qual o CEBDS participou de todo o processo de elaboração. Na ocasião, foram selecionadas algumas empresas globais para apresentar seus cases de aplicação do Protocolo, dentre elas a brasileira Natura.

Em agosto, o CEBDS e a Valuing Nature organizaram o workshop ‘A Valoração do Capital Natural no Brasil’, em São Paulo. O conteúdo girou em torno da importância de se atribuir valor ao capital natural, as metodologias existentes, o avanço trazido pela publicação do Protocolo de Capital Natural e casos práticos das empresas Votorantim, Dow Química, Natura  e Engie e da TNC.

 

Logística e transportes

O CEBDS abriu o ano coordenando o seminário “Os Desafios da Mobilidade Urbana”. O evento foi realizado pelo World Business Council for Sustainable Development (WBCSD) e pela Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec), em parceria com o WRI Brasil Cidades Sustentáveis, para debater soluções sustentáveis em mobilidade urbana como o BRT (Bus Rapid Transit – Ônibus da Trânsito Rápido), bicicletas compartilhadas, mobilidade elétrica e car-sharing.

Em novembro, o CEBDS anunciou a reorientação da Câmara Temática de Mobilidade (CTMobi), que passou a se chamar Câmara Temática de Logística e Transportes (CTLog). Sendo o setor de Transportes um dos principais responsáveis pelas emissões de GEE no Brasil e no mundo, logo fundamental para o alcance das metas mitigatórias previstas pelo Acordo de Paris e pelas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDC na sigla em inglês) brasileira, esta iniciativa do CEBDS visa a uma atuação mais sistêmica e abrangente, focada na viabilização de novas e efetivas formas de incentivo à logística sustentável.

 

Água

No começo de março, a presidente do CEBDS, Marina Grossi, assumiu o posto de chair da comissão de Sustentabilidade do 8º Fórum Mundial da Água, um dos principais fóruns no mundo sobre esta temática. O evento acontecerá entre 25 e 30 de março de 2018 , em Brasília (DF).

O CEBDS também realizou o Fórum Água 2016, também em março de 2016 e em homenagem ao Dia Mundial da Água. O objetivo foi debater os principais desafios enfrentados pelo setor empresarial na gestão dos recursos hídricos, além de estratégias de sucesso para superá-los. Estiveram presentes o presidente do Conselho Mundial da Água, Benedito Braga, e o gerente-geral de articulação e comunicação da Agência Nacional de Águas (ANA), Antônio Félix Domingues.

Outro destaque do ano foi o lançamento, em junho, do estudo Eficiência no Uso da Água – Oportunidades para Empresas e Instituições Financeiras, feito pelo CEBDS, em parceria com a GIZ, agência de cooperação do governo alemão. O estudo aponta oportunidades tanto para empresas como para os bancos participarem ativamente da transição para uma economia eficiente em água, dando continuidade ao programa de capacitação sobre capital natural para instituições financeiras, que teve início em 2014, na Câmara Temática de Finanças Sustentáveis do CEBDS.

 

Biodiversidade

A Câmara Temática de Biodiversidade e Biotecnologia (CTBio) do CEBDS apresentou ao Global Reporting Initiative (GRI), em outubro, as dificuldades encontradas pelas empresas em reportar as informações sobre biodiversidade contidas na publicação Indicadores de Biodiversidade GRI – Análises e propostas do setor empresarialA apresentação foi feita pela presidente da CTBIO, Mayra Abreu (Vale) e a vice-presidente, Moara Morasche (Eletrobrás), à chairwoman do GRI, Christianna Wood, e à diretora de Relações Corporativas e Institucionais do GRI, Nikki McKean-Wood.

A 13ª Conferência das Partes (COP13) de Biodiversidade, realizada em dezembro, foi acompanhada de perto pelo CEBDS, que trouxe análises da gerente de sustentabilidade da Reservas Votorantim, Frineia Rezende, sobre os debates realizados no Fórum de Biodiversidade e Negócios, além de informar as principais decisões e debates da conferência, realizada em Cancun. Durante a COP13, o CEBDS lançou um artigo na publicação Restoring life on Earth da ONU sobre o papel das empresas na conservação e restauração de florestas e ecossistemas nativos por meio de mecanismos como pagamentos por serviços ecossistêmicos e projetos de neutralidade de carbono.

 

Impacto Social

O Seminário Gestão Empresarial do Impacto Social, realizado em dezembro, contou com a participação de grandes empresas como Coca-Cola e GE, Amil, Basf, L’Oréal Instituto EDP e Votorantim Cimentos, que apresentaram seus cases nesta área. O seminário deu continuidade a uma iniciativa inaugurada pelo CEBDS em julho de 2016, em que foram estudados cases de quatro grandes setores econômicos – finanças e seguros; varejo e serviços; indústria de bens de consumo; e atividade extrativa e indústria de base. O resultado foi a publicação Gestão Empresarial do Impacto Social .

 

Sustentável 2016

Em outubro, foi realizada a 8ª edição do Sustentável 2016, que teve recorde público, reunindo mais de 500 pessoas presentes e mais de 520 visualizações durante a transmissão ao vivo do evento. Dividido em quatro painéis, o congresso internacional reuniu importantes especialistas nacionais, entre eles a presidente do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Maria Silvia Bastos Marques, o presidente do conselho curador da Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável (FBDS), Israel Klabin, além de convidados internacionais como Kevin Moss, diretor global do Centro de Negócios do World Resources Institute (WRI).

O evento se impôs o desafio de não limitar a discussão à teoria, trazendo exemplos inspiradores de novas práticas congregando empresas, governo, meio acadêmico e sociedade civil. Foram realizados 4 painéis: ‘Sustentabilidade em um cenário de crise’; ‘Uma nova relação dos negócios com os recursos naturais’; ‘O futuro das cidades e a mobilidade sustentável’; e ‘De onde viemos, onde estamos e para onde vamos’.

 

WBCSD

Em abril, com o tema ‘Da ambição à implementação’, foi realizado o encontro semestral do World Business Council for Sustainable Development (WBCSD), em Montreux (Suíça), que reuniu cerca de 500 dos mais importantes líderes em sustentabilidade de todo o mundo. A presidente do CEBDS, Marina Grossi, participou do painel “Delivering through the Global Network”, abordando os avanços do mercado brasileiro em relação aos ODS.

O CEBDS representou o Brasil no encontro Chennai 2016 – WBCSD Council Meeting, evento semestral do WBCSD, em Chennai, na Índia. O evento aconteceu em outubro e contou com 350 participantes, incluindo 40 CEOs de grandes grupos econômicos mundiais.

Em dezembro, o WBCSD com o apoio da Climate Disclosure Standards Board (CDSB), da Ecodesk e da Fundação Gordon e Betty Moore lançaram a plataforma Reporting Exchange que disponibiliza mais de mil requisitos utilizados em 30 países para a produção de relatórios ambientais, sociais e de governança. O CEBDS participa do projeto piloto do Reporting Exchange desde março do ano passado.

 

Parcerias

Em setembro, a parceria entre o CEBDS e a Climate Bonds Initiative (CBI) resultou na criação do Conselho Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável do Mercado que visa desenvolver e promover mecanismos de política e de mercado para catalisar oportunidades para investimentos verdes no Brasil. O Conselho reúne representantes de alto nível dos fundos brasileiros de pensão, bancos públicos e privados, companhias de seguros, instituições do mercado local e os setores industriais chaves.

Já a parceria com a GIZ e SEB, firmada em abril, foi estreitada em dezembro, para impulsionar o mercado de Títulos Verdes, os chamados green bonds, no Brasil em 2017. As ações conjuntas preveem workshops, palestras e capacitações técnicas.

Ao longo do ano o CEBDS também participou ativamente da agenda de iniciativas como o We Mean Business; a IEC; a Low Carbon Technology Partnerships Initiative (LCTPi); a Rede Avaliação do Ciclo de Vida (ACV); e a Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável (SDSN, na sigla em inglês).

 

Coalizão

O CEBDS é um dos fundadores da Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura e auxilia na liderança dos esforços para a implementação das propostas. Durante 2016, o movimento teve conquistas importante  como a abertura do módulo de consulta pública no Sistema do Cadastro Ambiental Rural (Sicar), o convite para liderar uma câmara temática do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas (FBMC), além da divulgação de 29 posicionamentos e comunicados, debates em conferências internacionais e as diversas reuniões com autoridades governamentais.

 

ODS

O CEBDS, a Rede Brasileira do Pacto Global e a Global Reporting Initiative (GRI) realizaram quatro edições do workshop ‘ODS – Da teoria à prática: Guia dos ODS para as empresas’, com o apoio de organizações como Enel Brasil, Sistema FIEMG, Itaú e Vale.

Os workshops treinaram as empresas para maximizarem sua contribuição para os ODS e minimizar os impactos negativos, orientando suas estratégias para criar negócios sustentáveis. A edição piloto dos workshops aconteceu em julho deste ano, em Niterói (RJ). As demais edições em novembro, em Fortaleza (CE) e nas capitais mineira e paulista.

Em novembro, o Conselho Empresarial Mundial para o Desenvolvimento Sustentável (WBCSD, na sigla em Inglês) e os membros latino-americanos de sua Rede Global, incluindo o CEBDS, lançaram a publicaçãoContribuindo com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável: a abordagem de negócios inclusivos’. A nova publicação aborda como os negócios inclusivos podem entregar soluções empresariais tangíveis aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

 

Habitat III

Em outubro, o CEBDS participou da terceira Conferência das Nações Unidas sobre Habitação e Desenvolvimento Urbano Sustentável (Habitat III), realizada em Quito, Equador, e onde foi aprovada a Nova Agenda Urbana. O documento possui cerca de 175 princípios que deverão orientar a urbanização sustentável pelos próximos 20 anos. A agenda será adotada pelos 193 Estados-membros da Organização das Nações Unidas (ONU). Em Quito, o CEBDS também apresentou a publicação ‘Sustentabilidade Urbana: uma nova agenda para as cidades’ que será lançada no Brasil em 2017.

 

Relatos de Sustentabilidade

Entre agosto e outubro, o CEBDS, a GRI e o CDP realizaram o 4º Ciclo do Grupo de Trabalho Empresas Pioneiras em Relatos de Sustentabilidade. O evento, foi dividido em dois encontros que tiveram o objetivo de aprimorar a produção de informações materiais de sustentabilidade para o mercado.

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