CEBDS chega à COP20, em Lima

 

A 20ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas está sendo realizada no nosso país vizinho, o Peru. O CEBDS já chegou à Conferência e registrará aqui os principais acontecimentos nos próximos dias em que acompanhará as discussões oficiais sobre as negociações do novo acordo de clima sob a Convenção e os eventos que acorrem em paralelo relacionados, principalmente, aos temas de interesse do setor privado.

Avanços nessa COP são de grande importância para um bem sucedido acordo em Paris no ano que vem. Mas o que esperar como resultado dessas duas semanas de negociações? As expectativas dessa COP são (i) definição do texto dos elementos que irão compor o novo Acordo de 2015, elementos estes definidos na COP17, em Durban, quais sejam: mitigação, adaptação, financiamento, desenvolvimento e transferência de tecnologia, transparência e capacitação; (ii) definição das informações necessárias à apresentação das Contribuições Nacionalmente Determinadas (ou NDCs, em inglês); e, (iii) avanços nos compromissos mais ambiciosos pré-2020.

Ao contrário do Protocolo de Quioto, o novo acordo irá além dos compromissos relacionados à mitigação e, é necessário definir como esses novos elementos entrarão no novo acordo. É isto que se espera em Lima para que, a partir de fevereiro de 2015, se iniciem as discussões sobre o draft do novo acordo, ou seja, a definição dos demais artigos que irão compor o novo compromisso legal sobre clima. A definição sobre como esses elementos vão entrar no novo acordo são importantes e necessários para a preparação dessas NDCs, ou seja, dos compromissos em termos de redução de emissões que deverão ser submetidos por todos os países em março de 2015.

Avanços nas negociações são extremamente necessários. Isto porque os compromissos assumidos até hoje não são suficientes para limitar o aumento da temperatura a 2°C, meta assumida na COP16, em Cancun. Com os atuais compromissos assumidos pelos países estima-se que o aumento da temperatura média esperada até o final deste século será superior a 3°C, o que submeteria a humanidade a riscos muito mais elevados, especialmente os países mais pobres. Isto porque embora o aumento absoluto da temperatura esperada seja maior em altitudes mais elevadas, serão nos trópicos que ela atingirá valores insuportáveis à vida humana.

Mas a mensagem importante é que ainda há tempo de agirmos para limitarmos o aumento da temperatura a 2°C e este é um desafio global e dependerá da cooperação entre Governos, Setor Privado e Sociedade Civil.

 

Até logo!

 

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