CEBDS participa de painel na COP que faz projeções para a edição brasileira do evento, em 2025

O painel “De Dubai a Belém, no coração da Amazônia: os caminhos do Brasil rumo à neutralidade climática” na COP28, em Dubai, contou com a participação do CEBDS, representado por Juliana Lopes, Diretora de Natureza e Sociedade. A discussão mirou a COP30, que será realizada em Belém, no Pará, daqui a dois anos, e as possíveis contribuições que o Brasil poderá trazer para pauta global do clima.

Como exemplo do caminho que o país vem trilhando, o “Movimento Empresarial pela Amazônia”, iniciativa do CEBDS, foi apresentado aos presentes, com destaque às lições que a experiência, iniciada em 2020, já trouxe para as companhias envolvidas. “Encontramos dois fatores que determinam o sucesso de investimentos do setor empresarial na Amazônia: a conexão com políticas públicas e a parceria com organizações locais”, contou Juliana Lopes. 

A discussão envolveu também Eugênio Pantoja, Diretor de Políticas Públicas e Desenvolvimento Territorial do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazonia (IPAM) e Marina Negrisoli, diretora na Suzano, e foi mediada por Marcello Brito, Secretário Executivo do Consórcio Amazônia Legal.

Para a COP30, a expectativa é que o tema da biodiversidade ganhe mais destaque, motivado tanto pela sede no Brasil, país com maior biodiversidade no mundo, quanto pelas ações que já vêm sendo tomadas por agentes brasileiros. 

Os participantes da mesa enfatizaram a impossibilidade de desconectar as questões ambientais da forma como as pessoas vivem. “Não tem possibilidade de mantermos nossa floresta de pé com a população com fome”, ressaltou Marina Negrisoli, da Suzano, comentando a meta da companhia de tirar da pobreza 200 mil moradores das áreas onde atuam.

Eugênio Pantoja, do IPAM, destacou que uma alternativa para os desafios do país é a transição para a bioeconomia, que requer aportes de US$ 20 a 30 bilhões por ano, por dez anos, segundo cálculos do Instituto.

O potencial do Brasil de liderar pelo exemplo é a grande expectativa para os próximos anos. “Ser a primeira nação do mundo a atingir a neutralidade climática deveria ser uma ambição do Brasil para a COP30 e além”, defendeu Juliana Lopes, Diretora de Natureza e Sociedade do CEBDS.

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Por CT Biodiversidade e Biotecnologia

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